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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sim, eu tenho medo, e não sei em que grau, mas isso me deixa bem.
É expectativa, é cheiro, é vida.
Dá medo de saber o que acontece do outro lado.
Queria certezas. Queria estender a mão no escuro e sentir que do meu lado tem alguém cujo toque eu reconheceria mesmo depois de muito tempo; cujo coração bate e e faz ouvir a quilômetros que sejam.
É alguma coisa nessa curva entre o pescoço e o ombro, tenho certeza, ainda não consegui decifrar.
Mas se a vida fosse feita de certezas seria muito chata. O que é bom mesmo é essa expectativa, o brilho nos olhos, a gagueira.
E eu sei que não tocou só a mim, pude sentir pelo beijo nos dedos.
Algumas estrelas vão estourar essa noite e a menos que me expulsem de meu mundo eu vou recordar de tudo. Cada movimento, cada olhar, cada sorriso. Cada palavra sussurrada, cada silêncio significativo.
Faz frio lá fora, mas o seu calor fez com que uma chama ficasse, a chama que você deixou para me aquecer quando não estivesse você mesmo aqui para fazê-lo.
Esconde o medo e sorri, não é esse o lema?
Eu acho que eu aprendo. Ou você me ensina.

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